Ficou famoso o desejo, certa vez expresso por José Sá Fernandes, de ter uma horta em plena Praça de Londres. Desde então, o vereador camarário já abdicou da defesa dos interesses das alfaces, mas não deixou de atacar os interesses dos alfacinhas.
Incansável na sua desesperada cruzada de apelo ao voto, concentrado nesses milhões de ciclistas que acredita existirem subindo e descendo as sete colinas da cidade, Sá Fernandes decidiu agora substituir cerca de 500 lugares de estacionamento no Bairro Azul por mais uma das ciclovias que tanto têm intrigado os Lisboetas.
Não se critica aqui a existência das ciclovias em si, mas sim a forma não planeada e desconexa como têm sido impostas, em lugares onde não fazem sentido algum e à revelia do interesse dos frequentadores dessas mesmas zonas.
No caso do Bairro Azul, é indiferente a Sá Fernandes que, ao fazê-lo, prejudique quem trabalha. Para ele são apenas bancários e esses, segundo afirma: «têm todos garagem». Di-lo como quem ignora que nem as empresas nem bancos oferecem lugares a todos os seus funcionários. Se assim fosse, seria bem mais fácil estacionar na cidade.
É-lhe também igual se a ilógica decisão veio afectar seriamente a comunidade islâmica, em particular os mais idosos, que vêem agora dificultados os acesso à Mesquita de Lisboa, seu local de culto.
Nada disto interessa a Sá Fernandes. Para ele, o trabalho autárquico é uma simples equação entre o número de votos que imagina ganhar, e aquilo que entende serem os interesses da cidade. Este executivo camarário procede assim retirando lugares de estacionamento ou dando luz verde às obras que beneficiam os interesses do Governo em detrimento da cidade. Esquece-se, porém de quem trabalha em Lisboa e contribui para sua riqueza, nomeadamente através dos serviços e do comércio. Assim tudo o que conseguirá, com as suas bicicletas, é ir de carrinho.
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Eleições a duas rodas
Após mais de dois anos de inércia e marasmo, António Costa esperou pelas eleições e vestiu a pele de alguém que toma decisões por Lisboa. É um fato que lhe assenta mal. Se durante a totalidade do seu mandato nada fez, de pouco serve a multiplicação de intenções e propaganda nas últimas semanas. Desta vez, a propósito da criação de zonas na cidade com lugares para estacionamento reservado a motociclos, é a própria revista “Motociclismo” quem o desmonta, afirmando na sua mais recente edição: «Em ano de eleições, que pelo menos sirvam para isto».
Na verdade, António Costa percorre o seu caminho das pedras prometendo a todos o que não fez em anos: Aos motociclistas, mais estacionamento; Aos ciclistas, mais ciclovias; Aos ambientalistas, a retirada dos carros da cidade; Às gasolineiras, obras e mais obras, caóticas e não programadas, obrigando a horas de paragem no trânsito, aumentando os gastos de combustível, penalizando o ambiente ao aumentar as emissões de CO2.
É assim António Costa e é esta a sua (i)lógica eleitoralista. É para isto que devem servir os anos de eleições? Com o devido respeito à revista Motociclismo - e entendendo o porquê do que afirmam – a resposta é negativa. Estas eleições servirão para os Lisboetas escolherem entre quem fez obra com sentido e apresenta um programa que lhes dá continuidade, como Pedro Santana Lopes, e a lista do PS cuja propaganda apenas reflecte a incoerência e a pressa em ganhar votos, mesmo que através de promessas inconciliáveis.
Não discutimos a validade ou a necessidade mais estacionamento para motociclos. Discutimos, isso sim, a lógica de que só em ano de eleições se promete e anuncia obra. Nunca foi assim com Pedro Santana Lopes. E os Lisboetas sabem-no bem.
Na verdade, António Costa percorre o seu caminho das pedras prometendo a todos o que não fez em anos: Aos motociclistas, mais estacionamento; Aos ciclistas, mais ciclovias; Aos ambientalistas, a retirada dos carros da cidade; Às gasolineiras, obras e mais obras, caóticas e não programadas, obrigando a horas de paragem no trânsito, aumentando os gastos de combustível, penalizando o ambiente ao aumentar as emissões de CO2.
É assim António Costa e é esta a sua (i)lógica eleitoralista. É para isto que devem servir os anos de eleições? Com o devido respeito à revista Motociclismo - e entendendo o porquê do que afirmam – a resposta é negativa. Estas eleições servirão para os Lisboetas escolherem entre quem fez obra com sentido e apresenta um programa que lhes dá continuidade, como Pedro Santana Lopes, e a lista do PS cuja propaganda apenas reflecte a incoerência e a pressa em ganhar votos, mesmo que através de promessas inconciliáveis.
Não discutimos a validade ou a necessidade mais estacionamento para motociclos. Discutimos, isso sim, a lógica de que só em ano de eleições se promete e anuncia obra. Nunca foi assim com Pedro Santana Lopes. E os Lisboetas sabem-no bem.
Lê-se agora e não se acredita

“Até ao final de 2009 deverão também ter início os trabalhos para transformar o Mercado do Chão do Loureiro num silo automóvel, obra a cargo da EMEL e de uma empresa privada. Além dos dois elevadores, a autarquia conta também criar um restaurante panorâmico no cimo do edifício.” (Boletim Informativo da EMEL)
Mais o exemplo de uma obra parada há 3 anos e que tanta falta faz aos moradores, comerciantes e turistas.
Então o projecto que foi suspenso, volta agora a arrancar, anunciado em parangonas, na véspera de eleições? Quem paga os erros e atrasos que, uma vez mais, são feitos?
Conheça a história desta obra.
Um dos locais de Lisboa onde existem mais problemas de estacionamento à superfície na baixa de Lisboa é a Baixa.
Ali ao lado, no Largo Adelino Amaro da Costa, existe um parque de estacionamento de 24 lugares que teve como receita diária por automóvel em 2007 a módica quantia de 1,41€ (contra 1,67€ no ano de 2006). Espantoso, não?
O local chama-se Mercado do Chão do Loureiro (desactivado pela CML no final da década de ’90) e, desde o ano de 2003 estava destinado a transformar-se em Parque de Estacionamento.
O projecto foi adjudicado em 2006 pelo Conselho de Administração da EMEL a quem a CML entregou a exploração do local. Já a EMEL tinha procedido à adjudicação da empreitada de concepção/ construção do Mercado à empresa Soares da Costa por cerca de 3 milhões de euros quando, e com a entrada em funções do actual executivo, o vereador com o pelouro do licenciamento urbano, o mesmo Manuel Salgado que agora tem grandes ideias para o local, recusou emitir a necessária licença de construção.
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