O Dia Europeu Sem Carros começaria hoje na capital com um fait-divers fabricado à medida ligeirinha do circo mediático. Felizmente, terminou com um momento de política a sério vivido no auditório Keil do Amaral em Monsanto, lugar escolhido pela Coligação "Lisboa Com Sentido" para a apresentação do Programa de Sustentabilidade e Competitividade para a cidade.
À tarde foram apresentadas soluções concretas nas áreas do ambiente e da energia por Pedro Santana Lopes e Lívia Tirone, arquitecta pioneira na área da construção sustentável. De manhã houve lugar ao desvario.
O ainda presidente da CML decidiu colocar em despique o Metro de Lisboa, um Porsche e um táxi, numa competição que terminaria com a vitória de uma bicicleta. O objectivo de António Costa foi demonstrar que um automóvel, mesmo de alta cilindrada, não consegue circular em Lisboa na hora de ponta.
Naturalmente, não é preciso ter o Q.I. de um Einstein para fazer a pergunta evidente: "Mas Costa não tem responsabilidades no trânsito caótico diariamente sofrido pelos Lisboetas?" Pois tem. E de que maneira. Só que é mais fácil sacudir a água do capote e dar a volta ao prego, como diz o povo. Ou seja, distrair as atenções e tentar colar-se a um meio de transporte - o Metro - para cuja eficácia nada contribuiu.
Não satisfeito ainda, António Costa ensaiou a ironia com os desnivelamentos propostos por Pedro Santana Lopes para a cidade, fingindo não perceber o seu alcance na melhoria do tráfego para os transportes públicos e as famílias, obrigadas a deslocar-se de automóvel entre a casa, a escola dos filhos e o trabalho. Brincou, em suma, com soluções evidentes para os Lisboetas na resolução do problema da mobilidade que ele, Costa, tanto agravou.
Hoje, ficaram bem patentes as diferenças no conteúdo de ambas as candidaturas. De um lado, a Coligação "Lisboa Com Sentido" apresentando respostas e caminhos para uma cidade com qualidade de vida. Do outro, uma triste manobra de manipulação eleitoralista. A escolha, no dia 11 de Outubro, será tudo menos difícil.
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Faz hoje 60 anos que o Metropolitano de Lisboa abriu as portas ao público
Este importante meio de transporte passou das iniciais 11 para 45 estações, com 885 milhões de passageiros transportados ao longo do ano.
Importante para o futuro, em dia de aniversário, é que o Metro e a cidade planeiem a sua expansão em sincronia. De costas voltadas já basta como estão hoje, mesmo que as administrações de ambas se vistam de rosa!
Por isso, tão importante a efectiva implementação da Autoridade Metropolitana de Transportes criada no mandato de Santana Lopes e que esta maioria socialista não quer deixar sair do papel.
Importante para o futuro, em dia de aniversário, é que o Metro e a cidade planeiem a sua expansão em sincronia. De costas voltadas já basta como estão hoje, mesmo que as administrações de ambas se vistam de rosa!
Por isso, tão importante a efectiva implementação da Autoridade Metropolitana de Transportes criada no mandato de Santana Lopes e que esta maioria socialista não quer deixar sair do papel.
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Cinco Sentidos - IV (Mobilidade e Uso Sistemático dos Transportes Públicos)
Para uma política de transportes municipal com sucesso, é essencial, como já dissemos em 2001, a concertação com os restantes Concelhos da área metropolitana.
A inexistência de uma Autoridade Metropolitana nessa matéria é uma nódoa na história recente das decisões dos Governos, desde há uma década, incluindo o XVI Governo Constitucional.
Madrid, por exemplo, há mais de 20 anos que tem o equivalente a essa Autoridade Metropolitana e os resultados são impressionantes na inversão que se verificou entre os níveis de utilização do transporte público e privado. A relação foi completamente invertida, a favor, naturalmente do transporte público.
A velocidade média de circulação do transporte público rodoviário em Lisboa precisa de ser melhorada, o que não é fácil, principalmente por duas ordens de razões: primeira, a do perfil da malha viária da cidade, com ruas muito estreitas, com inúmeros cruzamentos, e, também, sem grandes avenidas que possam contribuir, de modo significativo, para o atravessamento da Cidade; a segunda, o elevado número de carros que, todos os dias, entra e sai da capital, muito por força das deslocações das pessoas que cá trabalham mas que não conseguem viver na sua Cidade.
A concertação inter-municipal, principalmente nos horários e nos itinerários; uma politica de obras públicas que racionalize e liberte a circulação para os transportes públicos; o incentivo e o exemplo no uso desses mesmos transportes; a continuação da politica de condicionamento do tráfego, ponderada e planeada, em zonas de difícil circulação.
São estes alguns dos eixos principais da política a desenvolver para mudar substancialmente, também aqui, o quotidiano da nossa Cidade.
Dia 18 - Cinco Sentidos - V (Humanidade e Inclusão Social)
A inexistência de uma Autoridade Metropolitana nessa matéria é uma nódoa na história recente das decisões dos Governos, desde há uma década, incluindo o XVI Governo Constitucional.
Madrid, por exemplo, há mais de 20 anos que tem o equivalente a essa Autoridade Metropolitana e os resultados são impressionantes na inversão que se verificou entre os níveis de utilização do transporte público e privado. A relação foi completamente invertida, a favor, naturalmente do transporte público.
A velocidade média de circulação do transporte público rodoviário em Lisboa precisa de ser melhorada, o que não é fácil, principalmente por duas ordens de razões: primeira, a do perfil da malha viária da cidade, com ruas muito estreitas, com inúmeros cruzamentos, e, também, sem grandes avenidas que possam contribuir, de modo significativo, para o atravessamento da Cidade; a segunda, o elevado número de carros que, todos os dias, entra e sai da capital, muito por força das deslocações das pessoas que cá trabalham mas que não conseguem viver na sua Cidade.
A concertação inter-municipal, principalmente nos horários e nos itinerários; uma politica de obras públicas que racionalize e liberte a circulação para os transportes públicos; o incentivo e o exemplo no uso desses mesmos transportes; a continuação da politica de condicionamento do tráfego, ponderada e planeada, em zonas de difícil circulação.
São estes alguns dos eixos principais da política a desenvolver para mudar substancialmente, também aqui, o quotidiano da nossa Cidade.
Dia 18 - Cinco Sentidos - V (Humanidade e Inclusão Social)
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