Cinco Sentidos - II (Reabilitação e Repovoamento)

Lisboa tem de assumir uma Cultura de Reabilitação Permanente. Tem de ser a Capital Europeia da Reabilitação de Edificado, dada a riqueza única de que se reveste.
A chave para o Repovoamento do Centro de Lisboa está obviamente, aí. É o que faz sentido. Nenhuma Família, que queira começar vida nova, prefere uma casa degradada, num bairro entregue aos efeitos das sucessivas versões da Lei das Rendas, com ruas desertificadas e inseguras devido ao abandono geral. Uma legislação que não inverte a tendência dos custos mais elevados na habitação do Centro de Lisboa.
A prioridade da reabilitação não se improvisa. Decorre da sensibilidade de quem cuida a sua cidade, sem guardar para depois os bairros antigos. Foi dito, no mandato que terminou em 2001, que a prioridade tinha estado na nova construção de bairros sociais. Mas havia na nossa Cidade uma urgência simultânea no tecido urbano dos Centros Históricos habitado por uma população carenciada e envelhecida que, há décadas, assistia à fuga dos Lisboetas mais jovens para a periferia. Por estranho que possa parecer a alguns, por vezes, as condições de habitabilidade, num fogo do Centro da Cidade, eram equivalentes às de uma construção precária nesses bairros clandestinos.
Logo no início do mandato de 2002, decretámos a prevalência do licenciamento para obras de reabilitação em relação ao da nova construção. Fazia e faz sentido. Em Fevereiro de 2002 foram contabilizados 5558 prédios em condição precária, só em propriedade particular. O Executivo mandou emparedar imediatamente 1500 prédios por razões de segurança e salubridade pública. A Câmara acabaria por tomar posse administrativa de 300 prédios particulares tendo intimado para obras outros 300.
A Autarquia daria o exemplo ao reabilitar igualmente o seu próprio património que tão degradado estava. As intervenções nos prédios das ruas da Madalena e de São Bento ficaram na memória dos Lisboetas, que nunca tinham visto tamanhas empreitadas de reabilitação. exe,plo disso são as dezenas de prédios intervencionados no Chiado. O movimento contagiou os particulares que puderam aceder, por exemplo, ao Fundo para a Reabilitação dessa zona tão nobre, cujas verbas, entretanto, regressaram aos cofres da Câmara. Com esses recursos foram também restauradas mais de dez igrejas no Centro da Cidade, pólos integradores do tecido social, pólos de atracção turística, centros de interesse monumental e patrimonial em qualquer Cidade com História.
«A Lisboa que idealizei fez caminho na reabilitação urbana, nos bairros históricos «sem carros», na reconversão de zonas degradadas, nas condições de segurança e no regresso dos jovens à cidade», foi o nosso balanço no final do mandato anterior. Desde então, cabe perguntar: para além de muita decisão administrativa, criação de Comissariados, fecho de SRUS - Sociedades de Reabilitação, extinção lamentável do Fundo do Chiado, inquéritos, demissões, participações, reestruturações, colóquios, entrevistas, OBRAS de REABILITAÇÂO, quais? Onde? Quando?
Nunca se registou ratio negativo tão elevado, na relação entre conversa e escrita, por um lado, e obra pelo outro.
Por isso mesmo, para a Lisboa que idealizamos, o caminho que continua a fazer sentido é de sentido único: reabilitar para se poder Repovoar.
Hoje, a acrescentar à reabilitação, torna-se imperativo concretizar a prioridade da defesa do ambiente e a promoção da eficiência energética porque também o Repovoamento, obviamente onde é necessário, é uma realidade indissociável do eco-urbanismo. Todos sabem que a desertificação da Cidade conduz ao aumento das deslocações automóveis, para a Capital, dos que aqui trabalham mas não vivem. Isso conduz à entrada e saída de centenas de milhar de veículos por dia, com consequências nefastas para os elevados índices de poluição atmosférica que se registam nas zonas de maior intensidade de tráfego. A factura da preferência pelos concelhos limítrofes paga-se ainda, como referido, na desertificação e degradação dos bairros históricos. E vice-versa. Onde não há vida, não há obra, não há segurança.
É, pois, crucial reabilitar e Repovoar se queremos construir a Lisboa do Futuro. Esta é a essência do segundo sentido. Apenas através da adopção de uma estratégia global, com medidas complementares, se consegue fomentar a aquisição ou arrendamento para habitação, preferencialmente por jovens, no Centro.
Aqui o Poder Local deve intervir como regulador do mercado imobiliário, corrigindo as distorções e assimetrias a que temos assistido. Desde logo, através da adopção de uma política fiscal mais favorável ao investimento na reabilitação e/ou aquisição de casa em bairros históricos, intervindo mais no IMI, IMT e nas taxas urbanísticas. Depois, no licenciamento de obras particulares, concedendo prioridade cimeira aos que dizem respeito à reabilitação. Apresentaremos, no Programa de Candidatura, o caminho que queremos seguir neste domínio.
A Câmara Municipal de Lisboa deve associar todos os protagonistas públicos e privados na grande missão comum do Repovoamento, criando parcerias público- privadas, ou fundos de investimento imobiliários, com capacidade de intervenção no mercado imobiliário e com capacidade de financiar as operações de reabilitação urbana. Também a criação de uma bolsa de imóveis na Internet fomentará a procura.
Simultaneamente, a Autarquia pode vir a desenvolver a orientação de impor aos promotores, com projectos de dimensão, a obrigatoriedade de concederem uma percentagem de fracções, a título de compensações urbanísticas, destinando-as ao arrendamento ou aquisição preferencial por jovens. Estes alguns exemplos do que faz sentido para a Lisboa que queremos.

Dia 16 - Cinco Sentidos - III (Acessibilidade e Eliminação das Barreiras Arquitectónicas)

29 comentários:

Anónimo disse...

Há muitos anos que exerço funções públicas na Câmara Municipal de Lisboa e nunca a vi trabalhar tanto e tão bem como durante o seu curto mandato. Se já nessa altura fazia todo o sentido, agora ainda o faz mais. Espero por si.

Anónimo disse...

Sentido faz também a volta de quem começou e não acabou..Alguns dirão que saiu porque quis, se bem que parece ser algo bem diferente. Fez sentido sair para algo ainda mais difícil, se cabe. O que não faz sentido nenhum é ter um ministro na Presidência da Câmara. Um cantor de Ópera, poderá cantar e ensinar, mas um professor não pode cantar..Faz sentido?
Estamos á espera que no sentido único, o da verdade e do trabalho emocional,Lisboa recupere a força de encontrar-se, em sentido, com sentido, no sentido certo que já teve em 2001……

Anónimo disse...

Dr Santana Lopes. Trabalho na CML, não posso dizer o nome pois tenho medo de represálias, mas acho que deveria saber que anda tudo a tentar procurar podres na sua governação da cidade. São ordens de cima. Cá espero pela sua volta. FORÇA, MUITA FORÇA

nós por cá... disse...

É tudo muito bonito mas eu quero ver é os buracos nas ruas arranjados!!!E não tudo mal feito como se de uma manta de retalhos se tratasse! Quero uns semáforos a trabalhar a um ritmo normal, como nas outras cidades. Aqui até dá sono a espera. Demora tanto a mudar que o transito é tudo menos fluido. Quero uma cidade Policiada e segura! Quero um Presidente na rua, a tocar-nos ás campainhas a perguntar como estamos, que precisamos!!!Não é no gabinete que se sabe o que se passa!!!É NA RUA!!!
Quando houve a inundação este inverno andava tudo num alvoroço, carros metidos na água, pessoas aflitas com os seus haveres...onde andava o Presidente Costa???Alguém o viu????Eu não.
Quero umas passadeiras bem iluminadas e uns condutores bem informados de que OS PEÕES TEM PRIORIDADE!
Não se pode falar em Lisboa verde se os carros estão primeiro! Quero uns passeios para as pessoas andarem, seja a pé como de cadeira de rodas, mas sem carros nem carrinhas e para isso há que meter tubos de ferro como já há nalguns sítios! Quero uns corredores para as bicicletas em que os carros NÃO SE METAM!!!Quero uns transportes públicos como deve ser para poder MANDAR as pessoas deixar os carros em casa!
QUERO E VOU TER!!!Faz sentido?

Anónimo disse...

Dr Pedro Santana Lopes,

Deixo aqui a minha indignação pela Capital que temos, vou e conduzo em Lisboa há mais de 15 anos e andei perdido sem rumo no terreiro do paço, apenas pretendia seguir o sentido baixa/belém. Mais tarde à noite e sem qualquer sinalização levei 1 Hora para conseguir passar a linha do comboio para ir para as docas. Bem sei que para quem conhece até será fácil, mas para quem visita Lisboa, perde a vontade de lá voltar.
Imagine os turistas estrangeiros?

Salvador disse...

As obras do Terreiro do Paço foram positivas porque no trajecto alternativo se pode ver uma Lisboa em ruínas, o que eu não fazia ideia. Há uma série de prédios devolutos que exigem uma atenção urgente! De facto a única coisa que se vê de jeito são as ruas que você arranjou. Afinal de contas o que dizia nos cartazes era verdade porque ali, se bem me lembro disse que iria nascer uma Lisboa mais bonita ou coisa do género e a verdade é que nasceu mesmo! A única palavra que tenho para lhe dizer é obrigado e o que lhe peço é que um favor, que é o de que vença estas eleições!

Duarte CMR disse...

A cada dia que passa Lisboa torna-se cada vez mais uma cidade fantasma, sem vida. A cidade hoje é medonha, por isso é evidente que a sua bandeira é a que Lisboa precisa, ou seja, repovoar, reabilitar, trazer os jovens, trazer alegria à cidade…

Ana disse...

Eu lembro-me daqueles projectos agora na altura do António Costa que estavam parados! Refiro-me aquele do hotel que era para ser, mas já não era, então porque não era…pegou fogo e incendiou a casa de alguns lisboetas vizinhos. Quanto tempo demorou a CML para resolver essa situação desses senhores? Os projectos parados na CML continuam na gaveta? Enfim é uma vergonha e só agora é que começam a dizer que fazem, que fazem, fazem... Já dizia o outro que eles falam, falam, falam mas não os vejo a fazer nada, por isso fico chateado, concerteza que fico chateado. Digo chateada! cumprimentos cordiais

Anónimo disse...

Depois daqueles concursos para disponibilizar casa aos jovens a preços mais baratos que aconteceram no seu tempo, mais alguém fez alguma coisa? Venha, traga os jovens, traga gente e traga a felicidade a Lisboa. Felicidades.

Anónimo disse...

Deixe-me que lhe diga caro Santana Lopes, que não é por acaso que Lisboa perdem centenas de milhares de habitantes nos últimos anos! É que esses que vão são os mesmos que entram e criam riqueza nos limítrofes. Entrámos num ciclo vicioso em que a cidade deixa de ser atractiva para os jovens, estes vão embora e instalam-se com permanência noutros locais onde criam riqueza fazendo com que Lisboa vá ficando sem gente, que as casas vão ficando devolutas. O futuro consigo, neste aspecto, será uma oportunidade que Lisboa não pode perder. Sei o que fez e confio no que diz que fará (porque você, goste-se ou não, fala verdade) pelo que pode contar com o meu voto. Um abraço de um cidadão que já tinha pouca esperança

Anónimo disse...

Vivi muitos anos em Lisboa, bem reparei o que v.exª fez, fez e bem.
Vou votar a Lisboa, por vou votar com sentido
FORÇa

Vasco Morgado jr disse...

Numa situação em que Lisboa precisa de todas as suas energias, para sobreviver como Capital... Vagueia por aí, quase sempre mantida na inactividade da hospedagem gratuita e da subsidio dependência sem perspectivas de futuro, um executivo camarário que vive de parangonas de jornais e publicidade enganosa (COMO JÁ DISSE NUM POST ANTERIOR)


Mas felizmente há também uma versátil força de trabalho pronta a trabalhar, gente que em apenas dois anos de trabalho, deixou outros tantos ou mais de obra, para outros fazerem o brilharete de cortar a fita... Realizaram-se obras nacionalmente reconhecidas: Jardins em vez de terminais de autocarros, Piscinas, Monsanto de novo para as pessoas e um túnel que alguns teimam em não deixar ver a luz no seu fundo (E Que todos já vimos que afinal o homem tinha razão! O túnel é mesmo uma mais valia) E não se fez obra de relevo internacional porque mais uma vez os interesses instalados vetaram uma obra que seria integralmente paga por privados e só Lisboa (executivo CML PPD/PSD), seria contemplada, Loures (PS) e Odivelas (CDU) ficavam de fora (FALO DO PARQUE MAYER E DO CASINO)

Constitui-se agora uma força de trabalho que está de volta, desta vez completa e auto-suficiente, a todos os escalões e sectores, desde a base até ao vértice.
Alguém duvida da capacidade e engenho de uma máquina assim? Alguém duvida que chegou a hora da mudança e deixar a subserviência ao poder central para outros? Criar uma força para resolver os problemas nunca é fácil... Tem que ser gente de alma engrandecida, com experiência feita nos difíceis condicionalismos e de iniciativa elevada. Deixando de fora, todos aqueles que não vieram para servir mas sim para se servirem...

Por isso e sem sombra de duvida a candidatura a Lisboa de Pedro Santana Lopes tem o meu apoio.

Quero Obra na "minha" cidade, quero mais gente na "minha" cidade, quero mais segurança na "minha" cidade, quero a "minha" cidade de volta, quero uma cidade para os meus filhos!

Faz Sentido VOTAR SANTANA LOPES.

VASCO MORGADO JR

Anonymus disse...

Boa noite,
Olhe eu vou-lhe ser muito franco.
Sou militante do PSD vai para mais de 30 anos e nunca estive tão expectante como com esta contagem decrescente que fez por causa do blog.
Esperava melhor como coisas sobre os problemas de Lisboa actualmente, sobre os bairros, sobre a diferença entre você e o António costa enfim: sobre historias de Lisboa.
Esperava uma coisa mais jovem, que as pessoas mais bem podessem compreender em que se podesse ler nas entre-linhas um discurso claramente de vitória.
No meu trabalho por ser conhecido por ser do PSD os socialistas gozaram comigo e no jantar de anos de onde chego agora várias pessoas que sempre ou na maior parte das vezes votaram no PSD, disseram o mesmo isto é, que o conteúdo deste blog é mediúcre e que a escrita é chata, maçadora e antiquada!
Provavelmente não é o senhor que escreve isto mas acho que está a seguir a estratégia errada e que assim não ganha nada, não convence ninguém, não chega às pessoas (sobretudo aos jovens e aos mais pobres que é de quem mais o senhor precisa para ganhar porque a velharia que gosta de si esses vão continuar sempre a votar). É importante no meu entendimento, irem buscar obras que fizeram na última passagem pela câmera e até sublinhar alguns erros porque isso iria beneficiar a sua imagem agora!
A sério esta é a opinião das pessoas com quem me rodeio no trabalho, na família e nos amigos que todos disseram a mesma coisa! Assim os socialistas vão se rir porque isto está mediúcre! Eu acho que também se dá para ver pelos comentários que pela expetactiva que criou deviam ser muito mais!
Espero que mude de estratégia caso contrário para minha tristeza, não chega aos 20%.

(já agora não seja “tapado” o suficiente para aceitar este comentário, leia-o somente)

Saudações sociais-democratas

Paula M. disse...

Só faz sentido votar em si Pedro porque sabe o que faz e já deu provas disso,enquanto que António Costa tem deixado Lisboa ficar mais poluida e mais desertificada e consequentemente mais triste e stressante.Só faz sentido ser você Pedro a ganhar Lisboa,porque você é um homem determinado e capaz de dar aos alfacinhas melhor qualidade de vida.

Anónimo disse...

A solução para fazer algo de diferente e melhor...do que existe...o que não é dificil..É apresentar uma equipa com credibilidade aos olhos dos habitantes de Lisboa.
Depois de alguns erros, o Dr. Pedro Santana Lopes tem todas as condições para ter sucesso!
Basta ter bom senso...porque nesta câmara..é só fantochada.
Ideias e projectos..poucos, mas que sejam para concretizar!
Boa pré-campanha eleitoral!

Anónimo disse...

Sem querer ofender ninguém eu acho que este blog foi o grande flop da semana: é frouxo, não é irreverente, não fala das pessoas, não diz o que as pessoas queriam ouvir(excepto a primeira postagem que foi mais agressiva), não relembra o que precisa de ser relembrado às pessoas, a escrita remete-nos para o passado e basicamente toda a gente percebe que este blog não é o dr. Pedro Santana Lopes que fez obra em Lisboa, que esteve próximo de quem precisava de atenção,etc. Quando o dr. PSL ganhou eleições consegui-o porque jogou nos limites do risco, disse as coisas pelos nomes, foi agressivo e mandou recados entrelinhas e aqui n se vê nada: eu tinha esperança que fosse diferente e contava com algo mais enérgico, estimulante mas não: é cansativo e chato.
Eu acho que devia-se ter feito um balanço claramente desastroso destes anos do Costa ou textos mais curtos que captassem a atenção desde o início! Eu poderia ter ficado calado mas tive agora um tempo para vos escrever e esta é a opinião de todos aqueles com quem falei desde as 12 horas do dia 12. Espero que mudem radicalmente de estratégia e que com a calma que o dr. PSL refere façam uma coisa completamente diferente que isto assim está visto que não pega principalmente nos textos que são francamente desadequados a uma campanha que se advinha muitíssimo agressiva. Quando um blog de campanha do dr. PSL não é notícia vocês já deviam ter percebido que foi por essas razões e já tinham mudado as coisas e excusava de estar eu mais preocupado com isto do que vocês.Talvez eu goste mais do PSD do que quem escreve e escolhe os temas(porque a imagem não está má de todo) e o slogan que se for Lisboa com sentido é fracote, talvez eu queira mais que o dr. PSL ganhe em Lisboa do que vocês mas vocês deviam ter feito mais e melhor porque isto é um insulto a quem quer muito que o PSD com ou sem coligação ganhe as autarquicas!
Também a MFL assim não vai longe com esta estratégia completamente desadequada e o que o dr. PSL devia fazer era ser ele próprio porque iria permitir ter a maioria dos votos que MFL vai ter mais os seus que o seriam por mérito próprio e assim não convence nem uns nem outros.
Um militante indignado.

João Serôdio disse...

Tenho de o parabenizar por este blogue e pela coragem que demonstra em publicar comentários mais invejosos ou até contrários à sua candidatura. Assim se demoinstra a fibra do homem. Mas isso já todos sabemos, e por isso é que o seu adversário anda a aparecer tanto nos media. AFINAL A CIGARRA E A FORMIGA, QUEM È , HUM?

Inês Salvaterra disse...

Por acaso não concordo nadinha com o anonimo "militante indignado" das 23:24... o que é preciso é CONSISTÊNCIA, CALMA e PROPOSTAS ESPECÍFICAS, assim como partilhar IDEIAS e PROPOSTAS, com calma e serenidade. Aqueles que querem "sangue" ainda não perceberam que os portugueses estão fartos de escândalos e querem discussão de propostas honestas e coisas concretas. Haverá tempo para batalha eleitoral e aí pode contar com todos, mas concordo consigo em que agora é altura de ter calma, tanto mais que isso está a desorientar os seus adversários.
Força PSL. Por uma Lisboa com Sentido

Anónimo disse...

Sou funcionário da CML à muitos anos e não me lembro de termos trabalhado tanto como durante o seu mandato. Agora é assustador vê-los numa limpeza "étnica", sucedem-se perseguições políticas ou porque não agradam ao "chefe".
A história dos azulejos de Almada Negreiros no Restelo é sintomática, dois Polícias Municipais guardam os azulejos 24horas, mas nas Olaias-no Portugal Novo "é caso de polícia", segundo as palavras do Presidente da Câmara e corroborado pelo Minisro da Administração Interna, denota-se as prioridades desta gestão autarquica, as pessoas, os lisboetas são numeros ou activistas incomodos.
Estamos ansiosos pelo seu retorno.
Bem haja!

Anónimo disse...

Fiquei triste ao ler os comentários, sobretudo o anónimo que escreveu no dia 13 de Março às 13:37, é vergonhoso, já tinha ouvido comentários e não queria acreditar.
As "trapalhadas" têm vindo a suceder-se ao longo destes ultimos quatro anos, por motivos profissionais viajo muito pela europa, e todos falam de Portugal com desrespeito, como um país corrupto. Os nossos politicos têm envergonhado o nosso país de forma absolutamente irresponsável, e já com danos irreparáveis. Não apontem o dedo a Angola, pois quem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho.
Não voltarei a votar nesse partido.

Trabalhador CML disse...

É verdade...o clima de medo impera nos trabalhadores da CML. E chefia que não faz o que lhe mandam é rapidamente substituído por um PS qualquer que vem de outra autarquia do país...

Jose Batista disse...

Meu Caro Pedro. Perdoe-me a intimidade que resulta da partilha da procura de um sentido para a Cidade. Nem tudo o que se desenvolveu no seu mandato foi mau ou excepcional, mas de facto nessa altura instalou-se uma dinamica. Pena que não tenha havido uma visão para essa oportunidade que entretanto se esmoreceu. Ao nível da reabilitação é pena a Câmara (a actual mas a sua gestão também) não utilizar o seu imenso capital politico na criação/manutenção de "âncoras" (leia-se edificios que pela sua funcionalidade/dimensão requalificam a sua zona de influencia...) e se enveredar pela monocultura do hotel como "solução" salvadora...
Aguardo pelas suas propostas concretas para poder ajuizar se a sua passagem como presidente da CML o "formou" positivamente........

Anónimo disse...

A visão mais clara de repoavamento que ja conheci foi apresentada pelo Dr Pedro Santana Lopes, nao é de agora, quando foi primeiro ministro empenhou-se fortemente numa restruturação de toda a lei do arrendamento, mas como todos sabemos quando se é incomodo e se mexe com muitos interesses é complicado. Mas um dia a historia vai escrever toda a verdade sobre os 6 meses de governação.Porque contra factos não ha argumentos as politicas estruturais nacionais levadas a cabo nos ultimos anos que levaram Portugal ao atraso humano e económico nao foram decisoes certamente do governo do dr Santana Lopes.
Em suma do que conheço de Santana Lopes a garnde qualidade que tem é o valor que da as pessoas a sua individualidade independentemente da posição social. é por isto que tenho a certeza absoluta que santana lopes como presidente de camara vai valorzar substancialmene o factor humano. e a verdade é so uma CIDADE SEM GENTE NÃO É A CIDADE SANTANA LOPES... FORÇA! " CORAGEM DE FAZER" Afonso Garcia

Anónimo disse...

Santana não é politico de profissão é politico de VOCAÇÃO. A POLITICA É INTRINSECA A SUA PESSOA, NÃO A POLITIQUICE MAS AS GRANDES CAUSAS QUE NOS TOCAM A TODOS.
OBRIGADO POR TUDO, FORÇA AMIGO Afonso Garcia

Anónimo disse...

Meu caro, PSL, ainda bem para os alfacinhas, que está disposto a candidatar-se para mais um mandato autárquico com esse seu SENTIDO destemido a que sempre nos habituou.
No entanto, como sabe os seus inimigos estão embuscados por todo o lado por isso desejo-lhe sorte e que os lisboetas acreditem que irá fazer tudo o que poder para que não sejam defraudadas as suas( deles)expectativas.
Vai ganhar com certeza, embora as sondagens o apontem como segunda figura a eleger.
Seja humilde, modesto e simpático com os habitantes da capital como sempre foi mesmo até com esse de SF que é um vira casacas corrosivo e acima de tudo um grandissímo ditador invejoso.

Anónimo disse...

PSL, Lisboa está pobre e sem sentido actualmente.
A candidatura do PSL, é um milagre para os lisboetas, admiro-lhe a coragem de querer ir para a gestão do sítio que actualmente está transformado na pastagem do PS, também em Porto de Mós o Eng. Salgueiro que melitou sempre na área do PSD,aquando das últimas autárquicas virou-se para o PS e agora fala-se de que para continuar o seu trabalho, critícavel ou não,poderá regressar às origens.
O PSL, não é desses, todavia dixou-se enrredar na armadilha socialista, para mim deveria ter tido outra atitude e PORTUGAL estaria muito melhor.
Cuidado com eles nada fazem a não ser arrecadar em proveito próprio e dou-lhe como exemplo a AMADORA.
BOA SORTE

Anónimo disse...

ANTÓNIO COSTA, AS SRU E A EPUL
O Jornal de Notícias publicou na passada 2ª feira uma peça sobre as Sociedades de Reabilitação Urbana, na qual o Dr. António Costa afirma que as três SRU de Lisboa “não têm razão de existir” e que vai conseguir extingui-las, neste mandato ou no próximo. AC, no entanto, acha “que o modelo pode ser bom” e reconhece o trabalho feito pela Porto Vivo” (a SRU do Porto). Na mesma peça do JN, o vereador Manuel Salgado, Vice-Presidente da CML e responsável pela reabilitação, é crítico em relação actuação das SRU, à excepção da SRU Lisboa Ocidental, à qual reconhece um trabalho válido.
Embora uma das três SRU uma tenha um trabalho válido, AC acha que é melhor extinguir as três. É uma solução democrática: duas más e uma boa – extinguem-se as três. Poderia concluir-se, a acreditar no que afirmam AC e MS, que AC conhece melhor o Porto do que Lisboa, mas a verdade é que AC não gosta de SRU, por uma de duas razões: porque ainda não percebeu o interesse e as vantagens das SRU para a reabilitação dos bairros históricos de Lisboa; ou porque a ideia de criação das SRU não foi sua nem do Governo do PS.
AC prefere, portanto, acabar com as três SRU e pôr a EPUL a fazer reabilitação. E ninguém lhe pergunta porquê? Ninguém lhe pergunta porque razão a EPUL, que não consegue fazer o que há anos anda a tentar fazer, haveria de conseguir reabilitar alguma coisa? A EPUL...? Com mais de 200 empregados desde há muito? Com a dívida na estratosfera? Que não consegue acabar uma obra sem anos de atraso e milhões de avanço! Haja bom senso, por amor de Deus!
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, entenderia que a EPUL não faz nada de útil há alguns anos, limitando-se a alimentar, com prejuízos de milhões, uma estrutura gigantesca incapaz de fazer seja o que for. Passar a reabilitação de Lisboa para EPUL seria como usar uma máquina a vapor, pesada e ferrugenta, para rebocar um pequeno, moderno, ágil e económico automóvel eléctrico.
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, entenderia que as SRUs, quando bem geridas, são uma excelente solução institucional e organizativa para dinamizar e promover a reabilitação dos bairros de Lisboa.
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, talvez entendesse que a reabilitação não é um assunto que se possa tratar de forma ligeira, só para, de vez em quando, fazer uns “números” para a comunicação social. É um assunto demasiado sério e muito difícil, que afecta a vida e os interesses de muita gente. Se não fosse difícil, AC não teria deixado a cidade chegar ao estado miserável e vergonhoso a que chegou e o Município não seria, como é, o mais desleixado de todos os senhorios.
O problema – o problema dos lisboetas - é que AC não sabe o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, não entende o que é a reabilitação e de gestão pouco ou nada sabe.
Perguntar-se-á, finalmente, o que tem Pedro Santana Lopes a ver com isto? E a resposta é simples: PSL pode salvar Lisboa de uma desgraça - a reeleição de AC!
XXX
(Deputado Municipal)

António disse...

Lisboa cada vez está mais vazia. Estão cada vez mais a tentar afastar da cidade aqueles que sempre cá moraram e que sempre deram vida a esta cidade.

O meu caso e de todos os meus vizinhos é gritante.

O incêndio na Av. liberdade foi há mais de 1 ano e ainda hoje esperamos pelo inicio das obras de recontrução das nossas casas.

Há mais de 1 ano que ouvimos promessas e mais promessas, e obra nada.

Anónimo disse...

Agradeço substituam texto enviado ontem, que tinha alguns erros, por este:

ANTÓNIO COSTA, AS SRU E A EPUL

O Jornal de Notícias publicou, na passada 2ª feira, uma peça sobre as Sociedades de Reabilitação Urbana, na qual o Dr. António Costa afirma que as três SRU de Lisboa “não têm razão de existir” e que vai conseguir extingui-las, neste mandato ou no próximo. AC, no entanto, acha “que o modelo pode ser bom” e reconhece o trabalho feito pela Porto Vivo” (a SRU do Porto). Na mesma peça do JN, o vereador Manuel Salgado, Vice-Presidente da CML e responsável pela reabilitação, é crítico em relação actuação das SRU, à excepção da SRU Lisboa Ocidental, à qual reconhece um trabalho válido.
Embora uma das três SRU tenha um trabalho válido, AC acha que é melhor extinguir as três. É uma solução democrática: duas más e uma boa – extinguem-se as três. Poderia concluir-se, a acreditar no que afirmam AC e MS, que AC conhece melhor o Porto do que Lisboa, mas a verdade é que AC não gosta de SRU, por uma de duas razões: porque ainda não percebeu o interesse e as vantagens das SRU para a reabilitação dos bairros históricos de Lisboa; ou porque a ideia de criação das SRU não foi sua nem do Governo do PS.
AC prefere, portanto, acabar com as três SRU e pôr a EPUL a fazer reabilitação. E ninguém lhe pergunta porquê? Ninguém lhe pergunta porque razão a EPUL, que não consegue fazer o que há anos anda a tentar fazer, haveria de conseguir reabilitar alguma coisa? A EPUL...? Com mais de 200 empregados? Com a dívida na estratosfera? Que não consegue acabar uma obra sem anos de atraso e milhões de avanço! Haja bom senso, por amor de Deus!
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, entenderia que a EPUL não faz nada de útil há alguns anos, limitando-se a alimentar, com prejuízos de milhões, uma estrutura gigantesca incapaz de fazer seja o que for. Passar a reabilitação de Lisboa para EPUL seria como usar uma máquina a vapor, pesada e ferrugenta, para rebocar um pequeno, moderno, ágil e económico automóvel eléctrico.
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, entenderia que as SRUs, quando bem geridas, são uma excelente solução institucional e organizativa para dinamizar e promover a reabilitação dos bairros de Lisboa.
Se AC soubesse o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, talvez entendesse que a reabilitação não é um assunto que se possa tratar de forma ligeira, só para, de vez em quando, fazer uns “números” para a comunicação social. É um assunto demasiado sério e muito difícil, que afecta a vida e os interesses de muita gente. Se não fosse difícil, AC não teria deixado a cidade chegar ao estado miserável e vergonhoso a que chegou e o Município não seria, como é, o mais desleixado de todos os senhorios.
O problema – o problema dos lisboetas - é que AC não sabe o que se passa na CML e no mundo que a rodeia, não entende o que é a reabilitação e de gestão pouco ou nada sabe.
Perguntar-se-á, finalmente, o que tem Pedro Santana Lopes a ver com isto? E a resposta é simples: PSL pode salvar Lisboa de uma desgraça - a reeleição de AC!

(Um Deputado Municipal)