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Afinal o problema não está no Porsche

Clique para ler comunicado do ACP

Imagens do trânsito na capital. Sem comentário!

Ficção ou realidade?

Na altura em que a afirmação foi proferida, os jornalistas presentes interpretaram-na como uma brincadeira. Mas afinal, depois de confirmada como facto pela Agência Lusa, tudo indica que a realidade imita, não a ficção, mas a piada: António Costa vai mesmo reviver um fait-divers da sua derrotada campanha à Câmara de Loures, em 1993, e recuperar a brincadeira que envolvia um Ferrari e um burro. Com uma diferença, desta vez Costa substitui o burro pelo metropolitano. Objectivo declarado? Mostrar como andar de carro é mau e de metro é bom.

Não questionando obviamente as vantagens do metro como transporte público, registamos que António Costa vem dar, com esta delirante ideia mais um autêntico tiro no pé. Nem se apercebe que, deste modo, só reforça a percepção dos Lisboetas de que circular de automóvel na cidade se tornou um autêntico tormento, algo de que ele mesmo é em grande parte responsável, tanto pelo que fez como pelo que não fez, ao longo deste seu mandato.

Os cidadãos, mesmo aqueles que não podem brincar com Ferraris, há muito constataram o caos no trânsito. Agora, terão essa realidade reforçada por alguém com a desfaçatez de descolar-se dessa responsabilidade, promovendo algo que não é da sua competência ou tutela.

No fundo, o que António Costa consegue com isto, é reciclar uma ideia com cheiro a mofo e tratar os Lisboetas como «burros» que não são.

O que vier à rede...

Agora até as obras de expansão do Metropolitano de Lisboa, anunciadas hoje pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, servem como campanha eleitoral para um Candidato sem obra para apresentar e sem projectos de futuro.

Folgamos em saber que, na ânsia de anunciar projectos aos lisboetas, até se fale no possível alargamento da linha do Metropolitano para a zona do Aeroporto de Lisboa, o mesmo para o qual tanto tentaram encontrar novas localizações.

A Cidade de Lisboa agradece. Fica melhor servida de transportes e como tal menos poluída e mais competitiva.

Faz hoje 60 anos que o Metropolitano de Lisboa abriu as portas ao público

Este importante meio de transporte passou das iniciais 11 para 45 estações, com 885 milhões de passageiros transportados ao longo do ano.

Importante para o futuro, em dia de aniversário, é que o Metro e a cidade planeiem a sua expansão em sincronia. De costas voltadas já basta como estão hoje, mesmo que as administrações de ambas se vistam de rosa!

Por isso, tão importante a efectiva implementação da Autoridade Metropolitana de Transportes criada no mandato de Santana Lopes e que esta maioria socialista não quer deixar sair do papel.

Gostámos de ler

É a falar verdade que as pessoas se entendem
Público-Local27.04.2009, Mafalda Magalhães Barros


Fala quem sabe!

Cinco Sentidos - IV (Mobilidade e Uso Sistemático dos Transportes Públicos)

Para uma política de transportes municipal com sucesso, é essencial, como já dissemos em 2001, a concertação com os restantes Concelhos da área metropolitana.

A inexistência de uma Autoridade Metropolitana nessa matéria é uma nódoa na história recente das decisões dos Governos, desde há uma década, incluindo o XVI Governo Constitucional.

Madrid, por exemplo, há mais de 20 anos que tem o equivalente a essa Autoridade Metropolitana e os resultados são impressionantes na inversão que se verificou entre os níveis de utilização do transporte público e privado. A relação foi completamente invertida, a favor, naturalmente do transporte público.

A velocidade média de circulação do transporte público rodoviário em Lisboa precisa de ser melhorada, o que não é fácil, principalmente por duas ordens de razões: primeira, a do perfil da malha viária da cidade, com ruas muito estreitas, com inúmeros cruzamentos, e, também, sem grandes avenidas que possam contribuir, de modo significativo, para o atravessamento da Cidade; a segunda, o elevado número de carros que, todos os dias, entra e sai da capital, muito por força das deslocações das pessoas que cá trabalham mas que não conseguem viver na sua Cidade.

A concertação inter-municipal, principalmente nos horários e nos itinerários; uma politica de obras públicas que racionalize e liberte a circulação para os transportes públicos; o incentivo e o exemplo no uso desses mesmos transportes; a continuação da politica de condicionamento do tráfego, ponderada e planeada, em zonas de difícil circulação.

São estes alguns dos eixos principais da política a desenvolver para mudar substancialmente, também aqui, o quotidiano da nossa Cidade.

Dia 18 - Cinco Sentidos - V (Humanidade e Inclusão Social)