Para uma política de transportes municipal com sucesso, é essencial, como já dissemos em 2001, a concertação com os restantes Concelhos da área metropolitana.
A inexistência de uma Autoridade Metropolitana nessa matéria é uma nódoa na história recente das decisões dos Governos, desde há uma década, incluindo o XVI Governo Constitucional.
Madrid, por exemplo, há mais de 20 anos que tem o equivalente a essa Autoridade Metropolitana e os resultados são impressionantes na inversão que se verificou entre os níveis de utilização do transporte público e privado. A relação foi completamente invertida, a favor, naturalmente do transporte público.
A velocidade média de circulação do transporte público rodoviário em Lisboa precisa de ser melhorada, o que não é fácil, principalmente por duas ordens de razões:
primeira, a do perfil da malha viária da cidade, com ruas muito estreitas, com inúmeros cruzamentos, e, também, sem grandes avenidas que possam contribuir, de modo significativo, para o atravessamento da Cidade;
a segunda, o elevado número de carros que, todos os dias, entra e sai da capital, muito por força das deslocações das pessoas que cá trabalham mas que não conseguem viver na sua Cidade.
A concertação inter-municipal, principalmente nos horários e nos itinerários; uma politica de obras públicas que racionalize e liberte a circulação para os transportes públicos; o incentivo e o exemplo no uso desses mesmos transportes; a continuação da politica de condicionamento do tráfego, ponderada e planeada, em zonas de difícil circulação.
São estes alguns dos eixos principais da política a desenvolver para mudar substancialmente, também aqui, o quotidiano da nossa Cidade.
Dia 18 - Cinco Sentidos - V (Humanidade e Inclusão Social)