
Fomos informados da grande vitória da CML ao garantir que a Administração do Porto de Lisboa e a Mota-Engil do Dr. Jorge Coelho tinham recuado na sua intenção de triplicar a capacidade instalada de contentores na Gare Marítima de Alcântara, criando uma barreira física e visual aos alfacinhas que quisessem vislumbrar o Tejo.
Afinal, e de acordo com o vice-presidente da CML a história é mais assim: “O operador diz-nos que numa primeira fase não necessita de toda a plataforma, só daqui a uns vinte anos", Neste sentido, "está a ser negociada uma solução que visa ocupar parte da plataforma numa zona de recreio, uma verde".
Ou seja, o que a actual Câmara pretende é adiar o problema, passando a resolução do assunto para depois das eleições (autárquicas e legislativas). Até lá, anuncia-se mais um Jardim no local às expensas da CML!
Primeira nota: esta moda de construir jardins transitórios em locais onde se esperam grandes negócios urbanísticos pegou moda por obra e graça de Sá Fernandes. Umas vezes à custa da Câmara, outras vezes por conta dos dinheiros que a CML tem a receber das contrapartidas do Casino (daquele que o mesmo vereador não queria!)
Segunda nota: o local previsto para esse espaço verde faz parte do território da APL. Pretende, ainda por cima, a CML gastar dinheiro numa obra que, a ser feita, é da responsabilidade da APL?
Infelizmente esta história sem sentido há-de ter cenas dos próximos capítulos!
Fonte: Foto site www.jsdoeiras.pt