Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal O Público. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal O Público. Mostrar todas as mensagens

Transcendências

Hoje, em entrevista ao jornal “Público” e quando questionado sobre a razão porque está a gastar 2 milhões de euros em festas no Parque Mayer até ao dia das eleições, António Costa responde: «Foi-nos proposto pelo Turismo de Lisboa e não temos nada contra». Para a seguir acrescentar: «O dinheiro não é da Câmara. Vem do Turismo de Portugal, para animação. É uma coisa que me transcende».

Sucede que nem uma linha destas afirmações de António Costa corresponde à realidade.
Como, aliás, se pode ler na mesma edição do jornal, nesta notícia.

Atente-se no que escreve a jornalista: «Nem mesmo na direcção da Associação de Turismo de Lisboa – entidade que propôs a iniciativa ao Turismo de Portugal, a iniciativa foi pacífica». É extraordinário, isto: Ficamos assim a saber que a ATL, presidida por António Costa, esteve na origem do pedido dessas verbas que tanto “transcendiam” o mesmo Costa.

Que cada um, na lista socialista, não saiba o que os outros fazem e dizem, a isso já nos tínhamos habituado. Agora que António Costa peça com uma mão, receba com a outra e alegue não saber de nada, é algo que não basta apelidar de transcendente. É mesmo extraterrestre.

A ferver

Uma caldeirada está geralmente pronta 30 minutos depois de levantada a fervura. No caso da candidatura socialista, no entanto, ela já ferve há meses e não há meio de terminar. Percebe-se bem, por isso, que os jovens de Lisboa tenham realizado um vídeo como meio de protesto, contra a total incongruência entre o que um diz e outro desdiz nas hostes do PS. Sucede até, muitas vezes, que quem diz e desdiz é a mesma pessoa.

É isso que mesmo que agora sucede ao vir a lume mais uma notícia, entre as várias que evidenciam a capacidade do vereador Sá Fernandes de negar aquilo que ele mesmo fez no passado.

De acordo com o jornal Público, a «CML analisa a suspensão parcial do PDM para viabilizar hotel no quartel da Graça». E Sá Fernandes, no mesmo artigo, vem falar no suposto benefício para a cidade daí decorrente, a propósito de um trabalho de limpeza e desmatação da zona a abrir posteriormente à população.

Ou seja: O mesmo Sá Fernandes que, em 2000, moveu uma acção popular clamando pela devolução do edifício a Lisboa, aparece agora a defender a passagem para privados do edifício a um hotel, em troco de uma cerca.

Repare-se que não está, para nós, em causa a validade da concessão hoteleira para o edifício ou este dossier do quartel da Graça em particular. Está sim, tão-somente, o facto de tanta confusão, na cabeça dos vereadores socialistas, nenhuma segurança dar sobre o que pensarão amanhã. A avaliar pelos exemplos recentes, será o contrário do que dizem hoje. Por enquanto, a caldeirada vai fervendo. E em lume que é tudo menos brando.

À conversa com o Jornal Público

Clique para ler a notícia
Pedro Santana Lopes esteve à conversa com Ana Henriques e José Manuel Fernandes.

Leia aqui na íntegra.

Uma boa iniciativa

Clique para ver a noticia
O Jornal Público decidiu incentivar o debate público sobre a requalificação do Terreiro do Paço.

Sem mais palavras, consulte a noticia.